Archive for fevereiro \11\UTC 2011

Hosni Mubarak renuncia após 30 anos no poder

Um dia após anunciar o “fico” em pronunciamento à TV estatal, o presidente do Egito, Hosni Mubark, renunciou ao cargo nesta sexta-feira. Ele estava havia 30 anos no cargo. A renúncia foi anunciada pelo vice-presidente Omar Suleiman, que também deixou o governo.

  

O governo será exercido por um conselho das Forças Armadas. Segundo uma fonte da Agência Reuters, o ministro da Defesa, Mohamed Hussein Tantawi, vai chefiar o Conselho Militar. De acordo com a rede de televisão Al Arabiya, Conselho Militar vai demitir o gabinete e suspender as duas casas do Parlamento. A TV acrescentou que o Conselho Militar vai administrar o país com o chefe da Suprema Corte Constitucional.

Mubarak tentava uma saída honrosa, mas não resistiu à pressão da população, há mais de duas semanas aglomerada na praça Tahir, no Cairo, e em diversas outras cidades do país. Relatos dão conta de que 14 milhões de egípcios saíram às ruas nesta sexta-feira exigindo a renúncia de Mubarak.

  

Logo após o anúncio, os milhares de manifestantes festejaram agitando bandeiras, gritando, rindo e se abraçando. “O povo derrubou o regime”, gritava a multidão na Praça Tahrir, de acordo com relato da agência Reuters.

Em pronunciamento na TV, Suleiman disse que o presidente “decidiu deixar o cargo de presidente da República”.

O vice acrescentou que Mubarak passou o poder ao Supremo Conselho Militar para administrar a nação durante “as difíceis circunstâncias que o país está atravessando”.

Veja algumas imagens dos protestos na Praça Tahir, no Cairo:

Cronologia do conflito
A onda de protestos contra o ditador egípcio Hosni Mubarak no Egito eclodiu no dia 25 de janeiro. As manifestações que pedem o fim da permanência do líder no poder – que já dura 30 anos – ecoavam os protestos que haviam derrubado o líder da Tunísia duas semanas antes.

Só nos primeiros dois dias de protestos, cerca de 500 manifestantes foram presos. Segundo a ONG Human Rights Watch, 297 pessoas morreram nessas quase três semanas de conflito.

No dia 28, Mubarak demitiu todo o seu gabinete e começou a formar um novo governo. As mudanças não aplacaram os manifestantes, que continuaram a pedir a renúncia do presidente.

No dia primeiro de fevereiro pelo menos um milhão de pessoas foi às ruas, em cenas nunca vistas antes na história moderna do país, exigindo em uníssono a renúncia de Mubarak. Só na cidade do Cairo ao menos 500.000 pessoas concentraram-se na praça central Tahrir para a chamada “marcha do milhão”, convocada pela oposição. Em Alexandria, a segunda maior cidade do país, de 400.000 a 500.000 pessoas foram para as ruas neste dia.

Há uma semana, Mubarak disse que gostaria de renunciar, mas que teme o caos no país caso deixe o poder. “Estou cheio. Depois de 62 anos no serviço público, eu tive o suficiente. Quero sair”, afirmou à jornalista Christiane Amanpour, da rede norte-americana ABC.

Na última sexta-feira o oposicionista e ganhador do Prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei disse que poderia concorrer nas eleições presidenciais do Egito se o povo assim o pedisse, rejeitando a notícia veiculada por um jornal austríaco de que não disputaria o cargo.

Durante a crise o governo interrompeu o acesso à internet e o sinal de telefones celulares para tentar atrapalhar os planos dos manifestantes.

Fonte: Yahoo

ONU e Israel Comecam o Linchamento do Oficial que Denunciou a Farsa do 11/09

Parece que Richard Falk, ex professor de direito da Princeton University e oficial da ONU, que em seu blog atestou claramente que os ataques de 11 de Setembro teriam sido orquestrados pelo governo americano, realmente mexeu em um ninho de marimbondos.

[Imagem: 1295997901519.JPEG]

O post de Richard Falk (de 11 de Janeiro) pode ser lido aqui. O trecho que causou toda esta controversia esta no quinto paragrafo.

Apesar da gravidade de sua opiniao, e interessante notar que ate o momento somente um veiculo tradicional de midia divulgou o fato – o jornal britanico The Telegraph, que publicou ultimo dia 25 o artigo “UN human rights official claims 9/11 was US plot”. O que nao quer dizer que suas declaracoes surtiram pouco efeito. O alto escalao da ONU esta se movimentando para destruir a credibilidade de Falk, que deve ser demitido em breve.

Acabei de pesquisar seu nome na Wikipedia, e vi que suas informacoes foram editadas ha poucas horas. No pe do artigo sobre Richard Falk ha a mensagem “This page was last modified on 27 January at 03:55”. Vale a pena voltar a esta pagina futuramente, para ver como “a verdade” vai sendo modificada de acordo com interesses escusos. Provavelmente ate o momento em que alguem ler este post ja havera algum outro “complemento” na biografia dele.

Incrivel como eles trabalham rapido para destruir biografias. Logo no inicio do artigo, ja pode-se ler: ” Falk foi condenado pelo Secretario Geral da ONU Ban Ki-Moon e outros por sugerir que a administracao de George W. Bush, e nao a al-Qaeda, foi responsavel pelos ataques de 11 de Setembro” [2].

Ok, fui entao e essa nota [2], mencionada na introducao do artigo e o link leva a um artigo do jornal “Jerusalem Post”, de 25 de Janeiro, entitulado “Falk’s 9-11 remarks are condemned by UN sec.-gen“. Por que sera um jornal de Israel?

Outro ataque a Falk veio atraves do Grupo “UN Watch“, uma ONG baseada em Genebra cuja missao declarada e “monitorar a performance da ONU”, e que detem “Status de Consultora Especial” do Conselho Economico e Social da ONU, e de “ONG Associada ao Departamento de Informacoes Publicas da ONU”, alem de ser afiliada ao Comite Judaico Americano (American Jewish Commitee), uma organizacao que tem por objetivo “defender direitos de judeus em todo mundo”.

[Imagem: 220px-UN_Watch_logo.JPG]

Em seu blog na internet, UN Watch posta uma carta do Gabinete Executivo do Secretario Geral da ONU, aonde Ban Ki-moon declara que a posicao de Falk e uma afronta as mais de 3000 pessoas que morreram no ataque, chamando a atencao para o fato de ser raro a ONU condenar um de seus proprios oficiais.

A carta foi uma resposta a Hilel Neuer, diretor executivo da UN Watch, que pediu a cabeca de Falk de uma forma muito clara: ” Acolhemos a inequivoca condenacao do Secretario Geral aos despreziveis comentarios por este oficial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, e exortamos o Sr. Ban, junto com Navi Pillay, a dar o proximo passo e remover Falk- que e um criminoso em serie (o termo em ingles foi ‘serial offender’) com credibilidade zero”.

Mas qual seria a ligacao de Falk e suas declaracoes com Israel, e porque pode-se notar tamanha virulencia vinda de entidades defensoras dos interesses israelenses?

Para responder a essas perguntas, basta dar uma olhada no trabalho que Falk vem realizando dentro do Conselho de Direitos Humanos na ONU. Ele tem monitorado a situacao dos direitos humanos durante os conflitos entre Israel e Palestina, chagando a comparar a ocupacao israelense e o tratamento que o governo sionista dispensa aos arabes da regiao com o tratamento nazista aos judeus durante o holocausto.

Tal posicao de Falk ja lhe rendeu problemas com Israel anteriormente, como quando o governo de Israel negou sua entrada para uma visita oficial em Dezembro de 2008, quando visitaria os territorios ocupados. Sua entrada foi negada no aeroporto Ben-Gurion, e ele teve que retornar a Genebra imediatamente. O fato foi reportado na epoca em um artigo entitulado “Israel turns away U.N. human rights official who compared the country to Nazi Germany“, pelo jornal Daily Mail.

PS: Richard Falk e judeu.