Revela-se que apesar das ajudas da Reserva Federal e de injecções de 4,2 mil milhões de dólares dos contribuintes, 98 bancos norte-americanos estão à beira da falência.

“Crédito mal-parado, descapitalização e pressões dos reguladores” são os principais factores que afectam as instituições em risco, adianta o WSJ. No entanto, de acordo com a análise, os problemas daqueles bancos eram anteriores a 2008, ano do colapso do sistema, facto que adensa a percepção de que os reguladores andaram a dormir na forma durante “anos ou décadas”.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, mais de metade dos fundos de salvação financeira (2,7 mil milhões) foram absorvidos por apenas 7 (sete) bancos. Os outros 91 tiveram que ratear o resto entre si, o que criou dinâmicas sistémicas novamente perversas e perigosas.

Os grandes bancos dos Estados Unidos têm tido acesso praticamente ilimitado a generosos mecanismos de ajuda de emergência, em detrimento dos mais pequenos. Por isso, vão continuar a correr riscos exagerados e a expandir os seus negócios de forma irresponsável agravando ainda mais os já evidentes problemas de concentração no sector. A lógica dos mega banqueiros é que os seus bancos “são grandes demais para falirem” e que nunca faltarão fundos para os salvar da insolvência.

 

Segundo a análise do WSJ, mais de 10% dos 7.760 bancos americanos têm problemas financeiros. No entanto, em novembro passado demos conta de que este valor já pecava por defeito, de acordo com dados oficiais da FDIC, organismo de garantia financeira dos depósitos, nos EUA.

A empresa independente de notação financeira Weiss Ratings, segundo dados publicados hoje, indica que os bancos norte-americanos em situação de insolvência (E- ou superior) e de pré-falência (D+ ou inferior) totalizam 2.612, cerca de 30% da totalidade de todas as instituições que operam no paí.

Anúncios